No dia 2 de Abril é comemorado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. A data foi criada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2007, com o objetivo de reduzir o preconceito e disseminar informações sobre o Autismo, também conhecido como TEA (Transtorno do Espectro Autista).

Segundo a OMS, 1% das crianças desenvolvem o Transtorno do Espectro Autista.

O TEA possui características como:

  • Dificuldades de comunicação e interação social
  • Comportamentos repetitivos
  • Interesses peculiares
  • Dificuldades com o equilíbrio de estímulos sensoriais exacerbados (som alto, cheiro intenso, aglomerações)
  • Dificuldade de aprendizagem

O diagnóstico é feito de forma multidisciplinar e é realizado por um médico psiquiatra ou neurologista, por psicólogo ou neuropsicólogo (que fará uma avaliação do comportamento), bem como outros profissionais da saúde.

Segundo a Dra. Luciana Brites, especialista em Distúrbios do Desenvolvimento e coautora do livro Mentes Únicas, o TEA “é um transtorno que tem um impacto muito grande, porque ele afeta principalmente a cognição social, os pilares da linguagem. Esse espectro tem diversas nuances que compõem o quadro. E é um quadro heterogêneo. De um lado você tem autistas com altas habilidades e outros com deficiência intelectual. Alguns com hiperatividade e outros mais calmos”.

O diagnóstico precoce é muito importante, tendo em vista que os primeiros sintomas do TEA podem aparecer já no segundo ano de vida. Luciana comenta que “quando a gente consegue fazer a detecção antes dos três anos de vida, a gente consegue, muitas vezes, mudar a realidade dessa criança, desse adolescente, desse adulto”.  (Fonte: Agencia Brasil).

O neuropsicólogo Dr. Mayck Hartwig destaca que “ainda existe um desafio importante em relação ao acesso a terapias e tratamentos em equipamentos públicos. Então boa parte das pessoas vai recorrer a tratamentos clínicos particulares. Aqueles que estão em situação de vulnerabilidade social e financeira não conseguem acessar esse tratamento. Tão importante quanto o diagnóstico é o acesso ao suporte clínico, social, de inserção e permanência nas universidades, de inserção e permanência no mercado de trabalho”.

 

Foto: Unicef/ONU

O que achou?

comentários

Share This