EUA liberam entrada de brasileiros vacinados a partir de 8 de novembro; entenda regras

O governo americano anunciou nesta sexta-feira (15/10) que brasileiros vacinados contra a covid-19 poderão entrar nos Estados Unidos sem restrições a partir de 8 de novembro.

O anúncio representa o fim da obrigatoriedade de quarentena em um terceiro país para viajantes originários do Brasil, que vigorou por mais de um ano e meio e foi oficialmente instaurada para reduzir o espalhamento do vírus em território americano.

Atualmente, o Brasil já tem maior percentual de população vacinada com ao menos uma dose do que os EUA e um menor número de casos diários.

Entre os brasileiros, 72% já tomaram ao menos uma dose de vacina, contra 65% dos americanos. Entre a população totalmente vacinada, quase metade dos brasileiros e 58% dos americanos estão nessa condição.

O que é preciso para viajar aos EUA a partir de 8 de novembro

A partir de 8 de novembro, viajantes internacionais com destino aos EUA terão que apresentar no check-in prova de vacinação completa emitida por fonte oficial.

São considerados completamente vacinados pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças, o CDC na sigla em inglês, todas aquelas pessoas que tenham tomado há mais de 15 dias a segunda dose ou a dose única da vacina contra covid-19.

Isso significa que não serão admitidos em voos para o território americano passageiros que tenham tomado apenas uma dose do imunizante ou aqueles que tenham tomado a segunda dose há menos de 15 dias.

E embora os EUA, assim como o Brasil, recomendem doses de reforço para alguns grupos populacionais, o CDC continua a considerar como completamente vacinados todos aqueles que tenham completado o primeiro esquema de doses da vacina, sem a necessidade de provar que tomou reforço.

Quais vacinas serão aceitas?

Embora ainda não tenha liberado a íntegra das regras para a viagem, a Casa Branca anunciou nesta sexta que serão consideradas vacinadas as pessoas que tenham recebido as duas doses (ou dose única, no caso da Johnson) das vacinas listadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como aprovadas para uso emergencial.

Isso significa que tanto a Coronavac quanto a AstraZeneca-Oxford, que não receberam o ok da agência reguladora americana, o FDA, mas que constam da lista de aprovados da OMS e são largamente usadas no Brasil, servirão como prova de imunização para viajantes.

Só a carteirinha de vacinação não basta

Só a carteirinha de vacinação contra a covid-19 completa não servirá, no entanto, para garantir o embarque aos EUA. O viajante também terá que apresentar, no momento do check-in, o resultado negativo de um teste PCR feito no máximo três dias antes da viagem.

Sem o teste, que mostra que a pessoa não está contaminada pelo novo coronavírus, ou com um resultado positivo para covid-19, mesmo pessoas completamente vacinadas com imunizantes aceitos serão barrados no embarque.

As companhias aéreas ainda deverão coletar informações dos passageiros para permitir rastreamento de contatos caso haja alguma infecção confirmada no voo após o desembarque.

Além disso, claro, continua valendo no caso dos brasileiros a necessidade de visto específico à finalidade da viagem para embarcar regularmente para os EUA.

Nem todos os detalhes e possíveis exceções à regra de vacinação foram publicados pela Casa Branca ainda. Mas as autoridades americanas já deixaram claro que serão muito raras as possibilidades de que qualquer viajante entre nos EUA sem ter tomado vacina contra a covid-19 – e que exigirão prova de que a excepcionalidade se aplica.

No fim de setembro, quando o coordenador de resposta ao coronavírus da Casa Branca, Jeff Zients, afirmou pela primeira vez que os americanos abririam novamente suas fronteiras para países como o Brasil, a China, a Índia e a Grã Bretanha, ele deixou clara a abordagem da administração de Joe Biden sobre o assunto: “As vacinas são a melhor linha de defesa, a melhor ferramenta que temos em nosso arsenal para manter as pessoas seguras”.

FONTE BBC

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