Negociador chefe do Brasil na COP 26 admite desmatamento e emissões na Amazonia

Responsável por chefiar as negociações do Brasil na COP26, a conferência sobre mudanças climáticas das Nações Unidas, o embaixador Paulino Franco de Carvalho Neto disse que o governo fez uma “reflexão cuidadosa” sobre sua política ambiental e resolveu “corrigir” rumos.

Num claro contraste com a visão adotada nos três primeiros anos de governo do presidente Jair Bolsonaro, que levou a recordes de emissões e destruição florestal, o Brasil resolveu aderir a compromissos na COP26 que incluem zerar desmatamento ilegal, financiar povos indígenas e reduzir emissões de metano na agropecuária.

Houve dentro do governo uma reflexão cuidadosa sobre o tema e chegamos à conclusão de que deveríamos nos engajar mais”, disse Carvalho Neto, que é secretário de Assuntos Políticos Multilaterais. “Reconhecemos que temos que enfrentar o desafio do desmatamento ilegal.

Mas ambientalistas e povos indígenas receberam com ceticismo essas promessas, já que o governo Bolsonaro tem apoiado no Congresso Nacional projetos de lei que regularizam áreas desmatadas e reduzem territórios indígenas — medidas que vão na contramão das novas metas anunciadas.

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