Tortura e morte de menino de 6 anos por pai e madrasta chocam britânicos e levantam debate sobre serviços de proteção

Os britânicos Thomas Hughes e Emma Tustin foram condenados por um júri nesta quinta-feira (2/12) pela morte do menino Arthur Labinjo-Hughes, de seis anos, em junho de 2020.

O caso provocou comoção no Reino Unido. De acordo com as investigações, Arthur sofria uma rotina de abusos cometidos pelo pai e pela madrasta. Era constantemente submetido a violência física, privado de água e comida e mantido isolado em casa. O menino foi morto quando estava aos cuidados de Tustin, que o teria intoxicado com sal e batido sua cabeça em uma superfície dura.

Dois meses antes, o serviço de proteção social chegou a visitar o imóvel em que a família morava, na cidade de Solihull, na região central da Inglaterra, mas concluiu na ocasião que não havia evidência de maus-tratos – fato que acabou levantando uma discussão sobre as falhas dos serviços de proteção à infância no país.

O casal foi julgado por um júri no tribunal de Coventry Crown. Tustin foi condenada por homicídio e Hughes, por homicídio culposo (sem intenção de matar). Ambos foram considerados culpados ainda por acusações de crueldade contra crianças, previstas na lei penal britânica.

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