Ex-embaixador dos EUA é preso em Miami acusado de espionagem a favor de Cuba

A legislação federal exige que indivíduos envolvidos em atividades de lobby político em nome de governos estrangeiros se registrem no Departamento de Justiça

Um ex-diplomata americano, que atuou como embaixador dos Estados Unidos na Bolívia, foi preso em Miami na sexta-feira (1º), como parte de uma extensa investigação de contra-espionagem conduzida pelo FBI. Manuel Rocha, de 73 anos, enfrenta acusações de servir secretamente como agente do governo cubano, conforme apurado pela Associated Press.

                                                                  Ex-embaixador dos EUA, Manuel Rocha foi preso em Miami. Foto: Mercy Perdigon/X

A detenção de Rocha ocorreu em decorrência de uma queixa criminal, apontando que Rocha trabalhou para promover os interesses do governo cubano nos Estados Unidos. A legislação federal exige que indivíduos envolvidos em atividades de lobby político em nome de governos estrangeiros se registrem no Departamento de Justiça. Nos últimos anos, houve um aumento na aplicação criminal contra atividades de lobby ilícito estrangeiro nos EUA.

Com uma carreira diplomática de 25 anos, Rocha serviu sob administrações democratas e republicanas, destacando-se na América Latina durante a Guerra Fria. Ele ocupou cargos diplomáticos, incluindo uma passagem pela Secção de Interesses dos EUA em Cuba, em um período em que os Estados Unidos mantinham relações limitadas com o governo comunista de Fidel Castro.

Nascido na Colômbia e criado em um lar de classe trabalhadora na cidade de New York, Rocha foi o principal diplomata dos EUA na Argentina entre 1997 e 2000, durante um período de crise política e econômica desencadeada por uma dívida externa monumental e crescimento estagnado.

 

 

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