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Conselho Federal de Medicina Abre Investigação sobre Atendimento Médico a Jair Bolsonaro

Conselho Federal de Medicina Abre Investigação sobre Atendimento Médico a Jair Bolsonaro

Brasília, 7 de janeiro de 2026 – O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou nesta quarta-feira a abertura de uma sindicância para apurar denúncias relacionadas à assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A decisão vem após relatos públicos sobre uma queda sofrida pelo ex-presidente na madrugada de 6 de janeiro, que resultou em leve traumatismo craniano e outros ferimentos.

Em nota oficial, o CFM expressou “extrema preocupação” com a condição de saúde de Bolsonaro, destacando seu histórico clínico de alta complexidade. O ex-presidente, que completará 71 anos em março, passou por múltiplas cirurgias abdominais decorrentes do atentado a faca sofrido em 2018, além de crises persistentes de soluços intratáveis e outras comorbidades, como apneia do sono. Recentemente, em dezembro de 2025, ele foi internado para correção de hérnia inguinal bilateral e procedimentos relacionados aos soluços, recebendo alta no dia 1º de janeiro e retornando imediatamente à custódia.

De acordo com relatos da família e da defesa, Bolsonaro caiu da cama durante o sono na cela, batendo a cabeça e sofrendo cortes superficiais no rosto e nos pés, além de hematoma facial. A Polícia Federal informou que uma equipe médica avaliou o ex-presidente por volta das 9h do dia 6, constatando ferimentos leves, sinais vitais estáveis e ausência de déficits neurológicos graves, recomendando apenas observação sem necessidade imediata de transferência hospitalar.

No entanto, a defesa solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorização para exames em hospital particular, incluindo tomografia computadorizada, ressonância magnética e eletroencefalograma. Inicialmente, o pedido foi negado, com o ministro exigindo mais detalhes sobre os exames necessários. Posteriormente, no dia 7, a transferência foi autorizada, e Bolsonaro realizou os procedimentos em uma unidade de saúde em Brasília.

O CFM enfatizou que pacientes com o perfil de Bolsonaro – idoso com sucessivas intervenções cirúrgicas e crises agudas – demandam “protocolo de monitoramento contínuo e imediato”, com acesso a assistência multidisciplinar, especialmente em situações de urgência. A entidade recebeu denúncias formais expressando inquietação quanto à garantia de cuidados adequados, o que motivou a delegação da investigação ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF).

A sindicância, procedimento preliminar previsto no Código de Processo Ético-Profissional, visa avaliar a conduta dos profissionais envolvidos, a adequação dos protocolos aplicados e eventuais interferências externas na autonomia médica. O CFM reforçou que a decisão terapêutica do médico assistente deve ser soberana, sem influências indevidas, e que o Estado tem responsabilidade pela saúde dos detentos.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos imposta por envolvimento em tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Sua detenção ocorreu em novembro de 2025, e pedidos recorrentes de prisão domiciliar por motivos de saúde foram negados, com argumentação de que a custódia policial oferece atendimento médico adequado.

O caso reacende debates sobre os direitos à saúde de presos de alto perfil e a independência médica em contextos de custódia estatal. A investigação do CRM-DF deve esclarecer se houve falhas no atendimento imediato, na prevenção de acidentes na cela ou na resposta a comorbidades conhecidas. Resultados preliminares não têm prazo definido, mas o CFM prometeu acompanhar o processo com rigor, priorizando a ética profissional e a segurança do paciente.

Enquanto a sindicância avança, apoiadores de Bolsonaro manifestam preocupação nas redes sociais, cobrando transparência e rapidez na apuração. O episódio destaca os desafios de equilibrar segurança penal com obrigações humanitárias e médicas em casos politicamente sensíveis.

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