Todos os anos, no dia 31 de outubro, ruas, casas e escolas ganham cores, fantasias criativas, abóboras iluminadas e personagens misteriosos. O Halloween é uma das celebrações mais esperadas e populares em países como Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, reunindo crianças e adultos em torno de brincadeiras, tradições e momentos de convivência. Conhecido no Brasil como Dia das Bruxas, o Halloween tem forte influência da cultura norte-americana.


Mas você sabe como essa festa surgiu e por que conquistou tantas partes do mundo?
A origem do Halloween remonta a antigas tradições celtas, especialmente ao festival de Samhain, celebrado na região onde hoje ficam a Irlanda e o Reino Unido. A data marcava o fim das colheitas e a chegada dos meses mais frios. Com o passar dos séculos, essas tradições se misturaram a costumes cristãos e a outras influências culturais, dando origem ao Halloween como o conhecemos hoje. A festa ganhou popularidade nos Estados Unidos, principalmente com a imigração irlandesa e escocesa. Ao longo do tempo, as fantasias, as decorações temáticas, as histórias de mistério e as brincadeiras infantis se tornaram marcas registradas da comemoração. Uma das tradições mais conhecidas é o trick-or-treat, expressão que significa “doces ou travessuras”. Nessa brincadeira, as crianças fantasiadas visitam casas vizinhas para receber doces, geralmente acompanhadas por adultos.
A celebração também acontece em escolas, parques e festas familiares, com concursos de fantasias, oficinas de pintura, decoração de abóboras, jogos e contação de histórias. Essas atividades estimulam a imaginação e transformam a data em uma oportunidade de diversão e convivência. Embora seja especialmente popular nos países de língua inglesa, o Halloween também conquistou espaço em diferentes partes do mundo, inclusive no Brasil. A influência de filmes, séries, livros e desenhos animados ajudou a tornar a comemoração cada vez mais conhecida entre as novas gerações.



Em outros países, o período é marcado por tradições próprias. No México, por exemplo, o Día de los Muertos, celebrado principalmente em 1º e 2 de novembro, homenageia familiares e amigos que já morreram. Apesar da proximidade das datas e de alguns elementos visuais em comum, essa celebração tem significado cultural próprio, ligado à memória, à ancestralidade e à valorização da vida. Na Irlanda, o Halloween mantém costumes tradicionais, como fogueiras, jogos e comidas típicas.
Para as crianças, a data pode ir muito além das fantasias e dos doces. Ao escolher personagens, criar enfeites e inventar histórias, elas exercitam a criatividade e a imaginação. As crianças que crescem entre duas culturas, especialmente as que vivem fora do Brasil, o Halloween também pode fazer parte do aprendizado bilíngue. Ao participar das tradições do país onde vivem e, ao mesmo tempo, conhecer e preservar a cultura brasileira, elas ampliam seu vocabulário, desenvolvem a compreensão de diferentes costumes e aprendem a transitar entre dois universos culturais. Conversar sobre a origem da festa em português e em inglês, por exemplo, é uma maneira natural de estimular o uso dos dois idiomas em situações significativas.


Esse contato com diferentes tradições fortalece o sentimento de pertencimento e mostra às crianças que aprender uma língua também envolve conhecer as histórias, os valores e os costumes das pessoas que a utilizam. O bilinguismo não se limita a falar dois idiomas, mas também permite construir pontes entre culturas e ampliar a visão de mundo. É importante lembrar que cada família tem suas próprias crenças e maneiras de celebrar. Algumas participam de todas as atividades, enquanto outras preferem adaptar as brincadeiras ou não comemorar a data. O essencial é respeitar essas escolhas e permitir que as crianças conheçam diferentes tradições de maneira adequada à sua idade.
Mais do que uma festa de fantasias e doces, o Halloween pode ser uma oportunidade de aprender, explorar novas culturas e criar memórias afetivas na infância. Afinal, conhecer diferentes tradições também é uma forma de desenvolver a curiosidade, valorizar as diferenças e descobrir novas maneiras de brincar e conviver.



