Por mais de quatro décadas, Vênus permaneceu a superfície mais inexplorada do sistema solar, um mundo de pressão esmagadora e calor escaldante que derrotou todas as espaçonaves já enviadas à sua superfície. Uma equipe de engenheiros acredita ter finalmente encontrado uma solução para esse problema, com um módulo de pouso projetado para suportar condições que obliterariam espaçonaves convencionais.

Um novo conceito de missão da Universidade de Delft visa sobreviver em Vênus por muito mais tempo do que qualquer espaçonave na história, abrindo caminho para pesquisas geológicas e atmosféricas contínuas no planeta vizinho hostil da Terra.
Nenhuma espaçonave jamais sobreviveu mais de duas horas na superfície de Vênus. A sonda soviética Venera 13 estabeleceu esse recorde em março de 1982, resistindo por
127 minutos antes de sucumbir a temperaturas superiores a 460 graus Celsius e pressões atmosféricas aproximadamente 92 vezes maiores que as da Terra ao nível do mar. Mais de quatro décadas depois, a superfície venusiana permanece um dos ambientes menos explorados do sistema solar, não por falta de interesse, mas pela falta de soluções de engenharia capazes de sobreviver a essas condições.



